leve o que lhe cor
credo, fogo, saia, torpor
só deixe de lado
[como que trapo]
cinza, sono, lapso
o que for
30.1.05
27.1.05
maio.2004
...
glamourosas baforadas
consequente embriaguez
mais dez minutos please
evoé baco...
curitiba... e um pouco quase muito de loucura
frio que aflige as espinhas
Tomie Ohtake para disfarçar
nada que corroa tanto quanto saudades
não de casa
pero de afago em sonhos distantes
quem sabe quando a realidade
retorno de lugar querido
não cidade
colo...
...
glamourosas baforadas
consequente embriaguez
mais dez minutos please
evoé baco...
curitiba... e um pouco quase muito de loucura
frio que aflige as espinhas
Tomie Ohtake para disfarçar
nada que corroa tanto quanto saudades
não de casa
pero de afago em sonhos distantes
quem sabe quando a realidade
retorno de lugar querido
não cidade
colo...
maio.2004
[cutucos]
trôpegos soluços
talvez as penas façam a cabeça afundar
remete-se ao quente da lanterna
e se há algo a ser iluminado
cabeça
pés ao quadrado... de calos
e quem sabe uma xícara bem quente
para ajudar essa pilha que acabou de acabar
só queria duas mãos
amarrar o cadarço
para não tropeçar
e se é frio agora
verão longe, mas está lá
quem sabe uma pedra de gelo
cubos para pensar
negativos para descer mais rápido
ela não acredita em espíritos mas se aquece toda noite com beijos de alguém-alma...
[cutucos]
trôpegos soluços
talvez as penas façam a cabeça afundar
remete-se ao quente da lanterna
e se há algo a ser iluminado
cabeça
pés ao quadrado... de calos
e quem sabe uma xícara bem quente
para ajudar essa pilha que acabou de acabar
só queria duas mãos
amarrar o cadarço
para não tropeçar
e se é frio agora
verão longe, mas está lá
quem sabe uma pedra de gelo
cubos para pensar
negativos para descer mais rápido
ela não acredita em espíritos mas se aquece toda noite com beijos de alguém-alma...
20.1.05
Um pouco de Pessoa para adoçar a eternidade
O mais é nada
Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar,
sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora,
agarre-o!
Persiga um sonho,
mas não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alargue seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas,
ama,
bebe
e cala.
O mais é nada
Fernando Pessoa
O mais é nada
Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar,
sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora,
agarre-o!
Persiga um sonho,
mas não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alargue seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas,
ama,
bebe
e cala.
O mais é nada
Fernando Pessoa
14.1.05
13.1.05
3.1.05
1.1.05
31.12.04
30.12.04
de 20.novembro.2004
dores de saudade
de afago com mão de lençol
ligação repentina
átomos entrelaçados
quase um só
dura
pura
cura
a paciência vem quando menos precisamos dela
se dores de saudade
espera eterna
maldito Pessoa
dura tanto que o infinito não finda
odeio talvez
quem sabe também
inferno de Dante para quem crê
que 'sempre' é uma palavra bela
estamos aqui hoje
para estarmos amanhã
em qualquer outro lugar
sinapse da vida
agora só falta internalizar...
dores de saudade
de afago com mão de lençol
ligação repentina
átomos entrelaçados
quase um só
dura
pura
cura
a paciência vem quando menos precisamos dela
se dores de saudade
espera eterna
maldito Pessoa
dura tanto que o infinito não finda
odeio talvez
quem sabe também
inferno de Dante para quem crê
que 'sempre' é uma palavra bela
estamos aqui hoje
para estarmos amanhã
em qualquer outro lugar
sinapse da vida
agora só falta internalizar...
28.12.04
27.12.04
26.dezembro, pós-natal chuvoso na Paulista, eu e uma companhia literária na mochila.
eu e eu mesma
Nunca estava só. Os pensamentos espetavam as pálpebras. De olhos abertos, pneus sobre asfalto molhado eram devaneios. Daqueles de tardes garoentas, cinzas, fumaça. Motivo para pensar sobre o telefone que nunca tocava. Mas não voz... queria olhos, pensamentos.
Cápsula de cidade de muitos momentos solitários. Não era para ser assim. Acostumou-se com barulhos e luzes e cores e dureza que bombeavam uma coisa que não sabia explicar. Argumentos eram transliterados por nuvens às oito da noite que escondem a púrpura cor da cidade que sangra. Todos sangramos... calados.
Complemento para a solidão, da urbe dura e crua, que não deixa olhos derramarem gritos. Quando em sol, claras nuvens e verde, então gritos e risos e farfalhar de grama seca. Era fora da cápsula opressora que as pessoas descobriam o que era felicidade. Não porque antes elas não sabiam, mas fora da fumaça elas enxergavam melhor.
Ninguém precisa de um motivo e, mesmo assim, já o tem. Há aqueles, como ela, jeans surrado e cigarros, atravessando sozinha a Paulista, que não agüentam ver a vida passar. Estão sempre atrás de um telefone que não toca, um sorriso indissolúvel no tempo. Alguns não conseguiam perceber quando era hora de parar. Ela sabia, mas não queria.
Todos atrás de um conforto que esguiche azul dos olhos, tenha veludo nas mãos e nos faça sangrar, sentir, calar. Enquanto o conforto não chega, a cidade, fria e dura, continua garoando aqui dentro. Talvez para umedecer corações perdidos que procuram... procuram...
eu e eu mesma
Nunca estava só. Os pensamentos espetavam as pálpebras. De olhos abertos, pneus sobre asfalto molhado eram devaneios. Daqueles de tardes garoentas, cinzas, fumaça. Motivo para pensar sobre o telefone que nunca tocava. Mas não voz... queria olhos, pensamentos.
Cápsula de cidade de muitos momentos solitários. Não era para ser assim. Acostumou-se com barulhos e luzes e cores e dureza que bombeavam uma coisa que não sabia explicar. Argumentos eram transliterados por nuvens às oito da noite que escondem a púrpura cor da cidade que sangra. Todos sangramos... calados.
Complemento para a solidão, da urbe dura e crua, que não deixa olhos derramarem gritos. Quando em sol, claras nuvens e verde, então gritos e risos e farfalhar de grama seca. Era fora da cápsula opressora que as pessoas descobriam o que era felicidade. Não porque antes elas não sabiam, mas fora da fumaça elas enxergavam melhor.
Ninguém precisa de um motivo e, mesmo assim, já o tem. Há aqueles, como ela, jeans surrado e cigarros, atravessando sozinha a Paulista, que não agüentam ver a vida passar. Estão sempre atrás de um telefone que não toca, um sorriso indissolúvel no tempo. Alguns não conseguiam perceber quando era hora de parar. Ela sabia, mas não queria.
Todos atrás de um conforto que esguiche azul dos olhos, tenha veludo nas mãos e nos faça sangrar, sentir, calar. Enquanto o conforto não chega, a cidade, fria e dura, continua garoando aqui dentro. Talvez para umedecer corações perdidos que procuram... procuram...
26.12.04
17.12.04
14.12.04
além do post logo abaixo, música do Cake para traduzir sentimentos complexos...
Italian Leather Sofa
"she doesn't care
whether or not he's an island
she doesn't care,
just as long as his ship's coming in
[she doesn't care
whether or not he's a good man
she doesn't care,
just as long as she still has her friends]
if they laugh, they make money
he's got a gold watch
she's got a silk dress
and healthy breasts
that bounce on his italian leather sofa"
Italian Leather Sofa
"she doesn't care
whether or not he's an island
she doesn't care,
just as long as his ship's coming in
[she doesn't care
whether or not he's a good man
she doesn't care,
just as long as she still has her friends]
if they laugh, they make money
he's got a gold watch
she's got a silk dress
and healthy breasts
that bounce on his italian leather sofa"
7.12.04
29.11.04
Com a correria aqui na Folha não está sobrando tempo para respirar [o trainee acaba essa semana].
Vou de Leminski hoje. Quer dizer, fui com ele sexta e acho que coube à situação. A vida não pára... Estou bem :)
alguém parado
é sempre suspeito
de trazer como eu trago
um susto preso no peito,
um prazo, um prazer, um estrago,
um de qualquer jeito,
sujeito a ser tragado
pelo primeiro que passa
parar dá azar
Vou de Leminski hoje. Quer dizer, fui com ele sexta e acho que coube à situação. A vida não pára... Estou bem :)
alguém parado
é sempre suspeito
de trazer como eu trago
um susto preso no peito,
um prazo, um prazer, um estrago,
um de qualquer jeito,
sujeito a ser tragado
pelo primeiro que passa
parar dá azar
26.11.04
vontade de gostar
supetão do sol saindo por trás de nuvem antes que se chegue à sombra é o mesmo que olhar que lhe pega no meio do caminho enquanto você tenta se esconder para não ter que ficar vermelho por pressão de sangue que sobe desde o pé porque vontade de gostar...
hoje, ins[ex]piração leminskiana:
"a vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"
supetão do sol saindo por trás de nuvem antes que se chegue à sombra é o mesmo que olhar que lhe pega no meio do caminho enquanto você tenta se esconder para não ter que ficar vermelho por pressão de sangue que sobe desde o pé porque vontade de gostar...
hoje, ins[ex]piração leminskiana:
"a vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"
24.11.04
Um dos meus poetas preferidos, Fernando Pessoa, em um de seus três heterônimos, Álvaro de Campos (prefiro Alberto Caeiro). Tudo a ver com o caderno do treinamento na Folha de S.Paulo.
Esses três meses voaram!! Nunca passei tanto tempo longe de casa...
Insônia
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo.
É isso o que sinto há umas três semanas... Viva Pessoa!
Esses três meses voaram!! Nunca passei tanto tempo longe de casa...
Insônia
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo.
É isso o que sinto há umas três semanas... Viva Pessoa!
19.11.04
Terence Blanchard: trompetista norte-americano, inspiração para o poemeto abaixo.
Esse cara é superfera, tem 42 anos e está no jazz há mais de 20. Levou o Grammy 2002 de Artista, Trompetista e Álbum do Ano por Let’s Get Lost (8º disco). Desde o final dos anos 80 vem fazendo trilhas sonoras para filmes, como para "25th hour" (2002), de Spike Lee, lançado no Brasil como "A Última Noite" (com Edward Norton). O 10º e mais novo disco dele, "Bounce", foi lançado pela Blue Note (www.bluenote.com) no final do ano passado. Vale o saque!
Agora é só apagar as luzes, botar mais uma pedra de gelo no copo e aumentar o volume.
vento que afaga os cabelos
farfalha as ventas
desce correndo
tremelica as pernas
rubor de curto-circuito
como timidez no 1º encontro
inspira, o tremor some
expira e ele regozija
sinestesia em estado puro
distensão do mundo
... é jazz
Esse cara é superfera, tem 42 anos e está no jazz há mais de 20. Levou o Grammy 2002 de Artista, Trompetista e Álbum do Ano por Let’s Get Lost (8º disco). Desde o final dos anos 80 vem fazendo trilhas sonoras para filmes, como para "25th hour" (2002), de Spike Lee, lançado no Brasil como "A Última Noite" (com Edward Norton). O 10º e mais novo disco dele, "Bounce", foi lançado pela Blue Note (www.bluenote.com) no final do ano passado. Vale o saque!
Agora é só apagar as luzes, botar mais uma pedra de gelo no copo e aumentar o volume.
vento que afaga os cabelos
farfalha as ventas
desce correndo
tremelica as pernas
rubor de curto-circuito
como timidez no 1º encontro
inspira, o tremor some
expira e ele regozija
sinestesia em estado puro
distensão do mundo
... é jazz
18.11.04
17.11.04
16.11.04
De Horácio (65-8 a.C.):
"Carpe diem, nec minimum credula postero"
(aproveite o dia, não confie no amanhã)
Ontem comecei a ler "O Lugar do Escritor", de Eder Chiodetto (ex-editor de fotografia da Folha de S.Paulo). Refresco de fotografia na minha mente, para me inspirar e me criticar. O trecho acima foi citado no livro pela escritora Patrícia Melo.
... adotei tanto o discurso do carpe diem que às vezes acho que o mundo, para combinar comigo, deveria ser assim também. Se sozinha, acho que talvez esteja precisando apenas de mim, curtir as coisas sozinhas, refletir, fazer falta, coisas assim... meio desanimada com a vida hoje de manhã, é verdade.
"Carpe diem, nec minimum credula postero"
(aproveite o dia, não confie no amanhã)
Ontem comecei a ler "O Lugar do Escritor", de Eder Chiodetto (ex-editor de fotografia da Folha de S.Paulo). Refresco de fotografia na minha mente, para me inspirar e me criticar. O trecho acima foi citado no livro pela escritora Patrícia Melo.
... adotei tanto o discurso do carpe diem que às vezes acho que o mundo, para combinar comigo, deveria ser assim também. Se sozinha, acho que talvez esteja precisando apenas de mim, curtir as coisas sozinhas, refletir, fazer falta, coisas assim... meio desanimada com a vida hoje de manhã, é verdade.
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